Acabei de ser roubada por um taxista. Não há direito! Apanhei um táxi de
Leça de Rio Tinto para o porto e, no momento de pagar, pousei o
telemóvel no banco. Começou a chover, atrás havia carros à espera e, com
a pressa de sair esqueci-me do telemóvel dentro do táxi. Pior, não pedi
factura e por isso não fiquei com o
contacto do taxista. Se ele fosse um homem correcto e de bem, ou seja se
não fosse um ladrão que aproveita a ocasião, teria atendido o meu
telemóvel e teria voltado à minha rua para mo devolver. Acontece que não
só não atendeu como se despachou a desligá-lo! Não há direito,
insisto. Custa imenso admitir que um profissional dos táxis afinal
também é um ladrão profissional. Que asco. Muito mau.
Tudo isto para ir a um concerto de órgão de tubos com o meu filho, que
queria muito ouvir Messiaen. Custou-me caro o concerto e perdi todos os
contactos!
E se calhar tambem desligou o taximetro.

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